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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Zumbido cósmico

Hoje eu chorei por que a vida é como ela é,
E não existe resposta.
Eu não quero a vida que morre e não queria também morrer para vida.
Para viver um amor, existe uma entrega dolorosa,
Porque um amor é vida e vida é renascer.
E não se renasce sem antes morrer.
E morrer é desapego, um deixar ir embora.
E deixar ir embora é despedida e nas despedidas há tristeza.
Esta tristeza também é vida.
E ainda existe música para isso.
Zumbido cósmico de dor.

O cantar de um anjo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Refletindo com Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela

Ler me causou um certo desconforto.
Refletir sobre me trouxe preocupação.
Será que a culpa é minha?
Serei eu tembém "semente abortada" para as coisas do amor?


Não Pode Existir Amor Sem Verdadeira Troca
Não te lembras de ter encontrado na vida aquela que se considera um ídolo? Que havia ela de receber do amor? Tudo, até a tua alegria de a encontrares, se torna homenagem para ela. Mas, quanto mais a homenagem custa, mais vale: ela saborearia melhor o teu desespero. Ela devora sem se alimentar. Ela apodera-se de ti para te queimar à sua honra. Ela é semelhante a um forno crematório. Ela, na sua avareza, enriquece-se de várias capturas, julgando encontrar a alegria nessa acumulação. E não acumula mais do que cinzas. Porque o verdadeiro uso dos teus dons era caminho de um para o outro, e não captura. Ela verá penhores nos teus dons e abster-se-á de tos conceder em paga. Na falta de arrebatamentos que te satisfariam, a falsa reserva dela far-te-á ver que a comunhão dispensa sinais. É marca da impotência para amar, não elevação do amor. Se o escultor despreza a argila, terá de modelar o vento. Se o teu amor despreza os sinais do amor a pretexto de atingir a essência, o teu amor não passa de um palavreado. Não descuides as felicitações, nem os presentes, nem os testemunhos.Serias capaz de amar a propriedade, se fosses excluindo dela, um por um, como supérfluos, porque particulares demais, o moinho, o rebanho, a casa? Como construir o amor, que é rosto lido através da urdidura, se não há urdidura sobre a qual escrever?
Sem cerimonial de pedras, não haveira catedral. Nem haverá amor sem cerimonial em vistas do amor. Eu só atinjo a essência da árvore se ela modelou lentamente a terra segundo o ceriomonial das raízes, do tronco e dos ramos. Nessa altura, ela é una. Tal árvore e não uma outra. Mas aquela acolá desdenha as trocas, que a haviam de fazer nascer. Ela procura no amor um objecto capturável. E esse amor não tem significado algum. Ela julga que o amor é presente que ela pode fechar nela. Se tu a amas, é porque ela te conquistou. Ela fecha-te nela, convencida de enriquecer. Ora o amor não e tesouro a conquistar, mas obrigação de parte a parte, fruto de um cerimonial aceite, rosto dos caminhos da troca. Jamais essa mulher nascerá. Só de uma rede de laços se pode nascer. Ela continuará a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos. Ela há-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas. Tu não podes atribuir nada a ti próprio. Não és cofre nenhum. És o nó da diversidade. O templo, também é sentido das pedras.

Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela

sábado, 29 de janeiro de 2011

Reflexão do dia: "Psicorienta: Rumo aos Objetivos!"



"Quando determinamos alcançar um sonho, quando esse objetivo fica em nossa mente, dificilmente desviamos dele. Por mais que a vida pareça lançar obstáculos..." Psicorienta: Rumo aos Objetivos!

"As vivências passadas são exemplos de acertos e erros, devemos aprender com elas, porém devemos tomar cuidado com os bloqueios que estas podem nos trazer em relação a seguir em frente rumo aos nossos objetivos. Temos sempre que estar com a mente aberta para novas oportunidades, enxergar essas oportunidades e agora! Com o foco no futuro, no que se quer alcançar, mas vivendo o hoje."